Empreendedorismo

A trajetória de Romes Xavier na crônica esportiva de Goiás

Romes Xavier; Trajetória no Rádio, Consolidação na TV, Coberturas de Copas do Mundo e o Registro da Memória do Futebol Goiano.

A trajetória de Romes Xavier na crônica esportiva de Goiás. Sua atuação como radialista e comentarista de alta relevância na BandNews FM Goiânia, analisando os bastidores e os principais clubes do estado.

Capítulo 1 — A voz que ajudou a contar a história do futebol goiano

“O rádio não transmite apenas uma partida de futebol. Ele desperta emoções, cria imagens na mente do torcedor e transforma noventa minutos em lembranças que permanecem por toda a vida.”

Ao longo de mais de quatro décadas dedicadas à comunicação, Romes Xavier tornou-se um dos nomes mais respeitados do jornalismo esportivo em Goiás. Narrador, comentarista, apresentador de televisão, diretor de esportes, empresário e publicitário, construiu uma carreira marcada pela credibilidade, pela paixão pelo futebol e pelo compromisso com a informação.

Sua trajetória acompanha uma das fases mais importantes da evolução da comunicação esportiva goiana. Desde o período em que o rádio era o principal elo entre os torcedores e os estádios até a consolidação da televisão regional e a chegada das plataformas digitais, Romes participou ativamente da cobertura dos acontecimentos que marcaram gerações de apaixonados pelo esporte.

Ao narrar aproximadamente quatro mil partidas de futebol, entrevistar alguns dos maiores nomes da história do esporte mundial e participar da cobertura de duas Copas do Mundo FIFA, consolidou-se como uma das vozes mais tradicionais da imprensa esportiva do Centro-Oeste brasileiro.

Mais do que relatar resultados, Romes Xavier ajudou a registrar a memória esportiva de Goiás.


Origem

Romes Xavier nasceu em 11 de setembro de 1965, na cidade de Goiatuba, localizada na região Sul do estado de Goiás.

Nas décadas de 1960 e 1970, Goiatuba vivia um período de crescimento econômico impulsionado principalmente pela agropecuária. Como acontecia em boa parte do interior brasileiro, o futebol ocupava lugar central na vida social da cidade.

Os finais de semana eram marcados pelos campeonatos locais, pelas partidas dos clubes profissionais e, principalmente, pelas transmissões radiofônicas que reuniam famílias inteiras em torno do aparelho de rádio.

Foi nesse ambiente que Romes desenvolveu sua paixão pelo esporte e pela comunicação.

Ainda criança, costumava acompanhar atentamente as narrações esportivas, admirando a capacidade dos locutores de transformar simples jogadas em verdadeiros espetáculos narrativos.

Enquanto muitos sonhavam em estar dentro das quatro linhas, Romes passou a imaginar como seria ocupar o espaço reservado aos narradores que emocionavam milhares de ouvintes.

Esse interesse seria determinante para a profissão que escolheria anos mais tarde.


A influência do rádio

Durante as décadas de 1970 e início dos anos 1980, o rádio representava o principal veículo de informação esportiva no Brasil.

As transmissões esportivas eram muito mais do que simples relatos de partidas.

Elas aproximavam cidades, aproximavam torcedores dos estádios e permitiam que milhões de brasileiros acompanhassem seus clubes mesmo estando a centenas de quilômetros de distância.

Foi ouvindo essas jornadas esportivas que Romes descobriu sua verdadeira vocação.

Em diversas oportunidades, relatou que o rádio foi sua grande escola de comunicação.

Antes mesmo de entrar em uma emissora, já observava atentamente o ritmo da narração, a objetividade das reportagens e a capacidade dos comentaristas de interpretar cada lance do jogo.

Essa admiração transformou-se em objetivo profissional.


A oportunidade que mudou sua vida

Ainda muito jovem, Romes recebeu a oportunidade de ingressar na Rádio Goiatuba.

Como acontecia com inúmeros profissionais daquela geração, sua entrada não ocorreu diante dos microfones.

Seu primeiro trabalho foi nos bastidores.

Atuou inicialmente como operador de áudio e programador musical, sendo responsável pela organização da programação da emissora, operação dos equipamentos e suporte técnico aos programas transmitidos diariamente.

Em artigo publicado anos depois, o próprio Romes recorda que chegava à emissora ainda de madrugada para abrir a rádio e preparar toda a programação do dia.

Esse período foi decisivo para compreender o funcionamento de uma emissora e adquirir a disciplina que o acompanharia durante toda a carreira.

Mais tarde, definiria essa experiência como sua verdadeira universidade da comunicação.


A paixão pelo aprendizado

Ao contrário de muitos profissionais que iniciam diretamente como locutores, Romes Xavier percorreu praticamente todas as etapas do rádio.

Aprendeu a operar equipamentos.

Organizar programação.

Produzir conteúdos.

Auxiliar transmissões.

Editar materiais.

Preparar programas.

Essa formação completa permitiu que desenvolvesse uma visão ampla da comunicação esportiva.

Com o passar do tempo, começou a despertar a atenção de colegas mais experientes, que perceberam seu interesse pelo jornalismo esportivo.

Não demorou para surgir a oportunidade de atuar também como repórter de campo.


Os primeiros passos como repórter

Cobrir treinamentos, entrevistar jogadores e acompanhar partidas locais passaram a fazer parte de sua rotina.

Foi nesse período que Romes desenvolveu algumas das características que marcariam toda a sua carreira:

• rapidez na apuração das informações;

• facilidade de improvisação;

• profundo conhecimento do futebol goiano;

• respeito pelas fontes;

• linguagem clara e objetiva.

Cada reportagem funcionava como uma preparação para um desafio ainda maior.

A narração esportiva.


A primeira narração

Em 10 de maio de 1986, Romes Xavier realizou sua primeira narração oficial.

O jogo colocava frente a frente Anápolis e Ceres, no tradicional Estádio Jonas Duarte, em Anápolis.

Como toda estreia, havia ansiedade.

Mas também havia preparação.

Os anos dedicados aos bastidores da rádio haviam proporcionado segurança para conduzir uma transmissão completa.

Aquele jogo representou muito mais do que uma oportunidade profissional.

Ali nascia oficialmente uma carreira que, décadas depois, ultrapassaria a marca de quatro mil partidas narradas.


Um estilo próprio

Desde os primeiros anos como narrador, Romes evitou copiar modelos prontos.

Preferiu desenvolver uma identidade baseada em princípios que carregaria durante toda a carreira:

• informação antes da opinião;

• emoção sem exageros;

• respeito aos clubes;

• imparcialidade;

• linguagem acessível;

• compromisso com o torcedor.

Essas características contribuíram para conquistar a confiança do público e abrir caminho para convites de emissoras cada vez maiores.

Era apenas o início de uma trajetória que o levaria às principais rádios de Goiás, à televisão e às maiores competições do futebol mundial.


Muito além da narração

Com o passar dos anos, Romes Xavier deixou de ser apenas um narrador esportivo.

Transformou-se em gestor de equipes, diretor de esportes, apresentador de televisão, comentarista, empresário da comunicação e profissional de marketing político.

Sua capacidade de liderança fez com que participasse da formação de equipes, do desenvolvimento de novos projetos editoriais e da modernização de programas esportivos.

Ao mesmo tempo, manteve aquilo que sempre considerou sua principal missão:

informar o torcedor com responsabilidade.

Essa combinação entre experiência técnica, credibilidade e paixão pelo esporte explica por que Romes Xavier permanece como uma das figuras mais respeitadas da comunicação esportiva goiana.


Referências

  1. Sagres Online. Romes Xavier é a nova fera da 730. A reportagem apresenta um panorama da carreira do jornalista, destacando sua passagem por diversas emissoras de rádio e televisão, além da cobertura de Copas do Mundo. Disponível em: https://sagresonline.com.br/romes-xavier-e-a-nova-fera-da-730/
  2. Goiás Interior. Opinião – Romes Goiatuba. Texto assinado pelo próprio Romes Xavier, no qual relata o início de sua trajetória profissional na Rádio Goiatuba, sua rotina como operador de áudio e os primeiros passos no rádio. Disponível em: https://www.goiasinterior.com.br/conteudo/editorias/esporte/opiniao-romes-goiatuba.html
  3. Informações biográficas complementares (data de nascimento, composição familiar, número aproximado de partidas narradas e cronologia profissional) fornecidas pelo próprio Romes Xavier para fins de documentação histórica e organização deste centro de memória.

Capítulo 2 — A conquista do rádio goiano

Da Rádio Goiatuba às maiores emissoras do estado

Após realizar sua primeira narração oficial em 10 de maio de 1986, Romes Xavier iniciou uma trajetória de crescimento contínuo que o levaria a integrar algumas das mais importantes emissoras de rádio de Goiás e do Brasil.

O jovem narrador que havia aprendido todos os processos internos de uma pequena emissora do interior começava a chamar atenção pela segurança diante do microfone, pelo domínio das informações esportivas e pela capacidade de transmitir emoção sem perder a objetividade.

Nos anos seguintes, seu nome passou a circular entre dirigentes de emissoras e profissionais da imprensa esportiva goiana, abrindo caminho para uma sequência de oportunidades que consolidariam sua carreira.


Rádio Goiatuba

A escola onde tudo começou

Embora seja lembrada como a emissora que revelou Romes Xavier, a Rádio Goiatuba representou muito mais do que seu primeiro emprego.

Foi ali que aprendeu que uma transmissão esportiva depende de trabalho coletivo.

Antes de entrar no ar, era necessário organizar equipamentos, preparar a programação, revisar comerciais, testar linhas telefônicas, ajustar o áudio e coordenar a equipe.

Ao participar de praticamente todas essas etapas, Romes desenvolveu uma compreensão completa da rotina do rádio.

Essa experiência fez diferença anos depois, quando passou a coordenar equipes esportivas e administrar programas de televisão.

Além do aprendizado técnico, foi na Rádio Goiatuba que começou a construir sua reputação como profissional disciplinado, sempre disposto a aprender e assumir novas responsabilidades.

Referência: Artigo autobiográfico publicado por Romes Xavier relatando sua chegada à Rádio Goiatuba e sua formação profissional.


Rádio São Francisco (Anápolis)

A transferência para a Rádio São Francisco representou um importante passo na evolução da carreira de Romes Xavier.

Anápolis possuía um cenário esportivo extremamente competitivo, impulsionado principalmente pela tradição do Anápolis Futebol Clube e do Grêmio Esportivo Anápolis.

Cobrir o cotidiano dessas equipes exigia atualização constante, proximidade com dirigentes, treinadores e atletas, além de grande capacidade de improvisação durante as jornadas esportivas.

Nesse ambiente, Romes passou a enfrentar desafios maiores, ampliando sua experiência como narrador e repórter esportivo.

As transmissões deixaram de atender apenas um público regional e passaram a alcançar uma audiência cada vez mais diversificada.


Rádio Imprensa

A passagem pela Rádio Imprensa consolidou ainda mais seu crescimento profissional.

Conhecida por sua tradição no radiojornalismo goiano, a emissora proporcionava um ambiente de intensa produção de conteúdo esportivo.

Ali, Romes aperfeiçoou técnicas de reportagem, narração e apresentação de programas, convivendo com profissionais experientes que ajudaram a ampliar sua visão sobre o jornalismo esportivo.

Cada jornada esportiva representava uma oportunidade de aprimorar seu estilo e fortalecer sua relação de confiança com os ouvintes.


Rádio Carajá

Na Rádio Carajá, Romes Xavier ampliou sua atuação na cobertura dos campeonatos regionais e estaduais.

As transmissões esportivas exigiam grande dedicação, deslocamentos frequentes e contato direto com diferentes clubes do interior goiano.

Foi um período importante para consolidar seu conhecimento sobre o futebol do estado e fortalecer sua identidade como narrador especializado no esporte goiano.


Rádio Difusora

Uma das grandes vitrines da comunicação goiana

A chegada à Rádio Difusora marcou uma nova etapa da carreira.

Reconhecida historicamente como uma das emissoras mais influentes de Goiás, a Difusora possuía tradição na cobertura esportiva e reunia profissionais de destaque da imprensa local.

Integrar essa equipe representava o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo dos anos.

Na emissora, Romes participou da cobertura dos principais campeonatos estaduais, do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e de inúmeras jornadas esportivas envolvendo os principais clubes goianos.

Foi também um período em que consolidou definitivamente sua imagem junto ao grande público.


Rádio Anhanguera

Na Rádio Anhanguera, Romes encontrou um ambiente altamente competitivo.

A emissora possuía forte tradição na cobertura jornalística e esportiva, exigindo dos profissionais atualização permanente e elevado padrão técnico.

Durante sua passagem, participou de transmissões esportivas, programas de análise e coberturas especiais, fortalecendo ainda mais sua reputação como narrador e comentarista.

Seu estilo equilibrado, baseado na informação precisa e na imparcialidade, conquistou o respeito dos ouvintes e dos colegas de profissão.


Rádio Companhia

A experiência na Rádio Companhia ampliou sua participação em projetos voltados à cobertura esportiva diária.

Nesse período, Romes passou a desempenhar não apenas funções de narração, mas também atividades relacionadas à coordenação editorial e organização de jornadas esportivas.

Essa vivência contribuiu para desenvolver habilidades de liderança que mais tarde seriam fundamentais em sua atuação na televisão.


Rádio América de São Paulo

A experiência nacional

Entre as passagens mais significativas de sua trajetória está a atuação na Rádio América, em São Paulo.

Trabalhar em uma das maiores praças da comunicação brasileira representou um importante intercâmbio profissional.

A convivência com jornalistas e narradores de diferentes regiões do país ampliou sua visão sobre o jornalismo esportivo nacional.

Além da experiência técnica, esse período proporcionou novos contatos profissionais e reforçou sua capacidade de atuar em grandes coberturas.


Rádio Brasil Central

O retorno a Goiás trouxe novos desafios.

Na Rádio Brasil Central, Romes participou de transmissões esportivas que alcançavam ouvintes em praticamente todo o estado.

A emissora desempenhava papel importante na cobertura dos clubes goianos e das competições nacionais, permitindo que seu trabalho chegasse a milhares de torcedores diariamente.


Rádio Bandeirantes e BandNews FM

Na fase mais madura da carreira, Romes Xavier passou a integrar equipes ligadas ao Grupo Bandeirantes.

Na BandNews FM Goiânia participou do tradicional programa Feras do Esporte, reunindo narradores, comentaristas e jornalistas reconhecidos pelo público goiano.

Sua experiência acumulada ao longo de décadas agregou ainda mais qualidade às análises e transmissões esportivas da equipe.


Uma carreira construída degrau por degrau

Ao observar a trajetória de Romes Xavier pelas emissoras de rádio, percebe-se que nenhuma conquista aconteceu por acaso.

Cada mudança representou um novo desafio.

Cada equipe contribuiu para seu amadurecimento profissional.

Cada transmissão fortaleceu sua relação de confiança com os ouvintes.

Essa caminhada gradual permitiu que chegasse às grandes coberturas nacionais e internacionais plenamente preparado para representar Goiás nos principais eventos do futebol mundial.

Foi justamente essa sólida formação construída no rádio que abriria as portas para um dos capítulos mais importantes de sua carreira: a televisão.


Referências

  1. Sagres Online. Romes Xavier é a nova fera da 730. A reportagem resume a trajetória profissional de Romes Xavier e confirma sua passagem por emissoras como Rádio Goiatuba, Rádio São Francisco, Rádio Imprensa, Rádio Carajá, Rádio Difusora, Rádio Anhanguera, Rádio Companhia, Rádio América (SP), Rádio Brasil Central, Rádio Bandeirantes e BandNews FM. Disponível em: https://sagresonline.com.br/romes-xavier-e-a-nova-fera-da-730/
  2. Goiás Interior. Opinião – Romes Goiatuba. Texto autobiográfico no qual Romes Xavier relata sua entrada na Rádio Goiatuba, as funções desempenhadas e o início de sua carreira na comunicação. Disponível em: https://www.goiasinterior.com.br/conteudo/editorias/esporte/opiniao-romes-goiatuba.html
  3. Informações cronológicas complementares fornecidas pelo próprio Romes Xavier para organização deste acervo biográfico institucional.

Capítulo 3 — A televisão como palco: a chegada à TV Serra Dourada e uma nova fase da comunicação esportiva

Se o rádio ensinou Romes Xavier a narrar o futebol, foi a televisão que apresentou seu trabalho a um público ainda maior.

Depois de construir uma carreira sólida nas principais emissoras de rádio de Goiás, Romes iniciou uma nova etapa profissional ao integrar a equipe da TV Serra Dourada, afiliada do SBT em Goiás. A mudança representou muito mais do que trocar o microfone das jornadas esportivas pelas câmeras de um estúdio. Significou adaptar uma linguagem construída no rádio para um veículo em que a imagem dividia protagonismo com a informação.

Na televisão, o narrador precisava aprender a falar menos e mostrar mais. O telespectador já via o lance; cabia ao jornalista explicar, contextualizar, analisar e trazer os bastidores que a imagem não revelava.

Essa transição aconteceu em um momento importante para o esporte goiano.


O futebol goiano buscava espaço nacional

Durante os anos em que Romes consolidava sua carreira na televisão, o futebol de Goiás vivia uma fase de crescimento institucional.

O Goiás Esporte Clube passava a disputar o Campeonato Brasileiro com frequência e consolidava sua imagem como uma das principais forças do Centro-Oeste.

O Vila Nova mantinha uma das maiores torcidas do estado e protagonizava clássicos que mobilizavam Goiânia durante toda a semana.

O Atlético Goianiense iniciava um processo de reorganização administrativa que, anos mais tarde, culminaria em acessos nacionais e participações consecutivas na Série A.

Enquanto isso, clubes tradicionais do interior, como Anápolis, Crac, Itumbiara, Goiatuba, Jataiense, Trindade e Rio Verde, mantinham viva a tradição do Campeonato Goiano, revelando jogadores e escrevendo capítulos importantes da história do futebol estadual.

Para um jornalista esportivo, aquele era um período de intensa atividade.

Havia jogos praticamente todos os finais de semana, coletivas de imprensa, treinamentos, viagens e transmissões ao vivo.

A cobertura diária exigia rapidez, credibilidade e uma equipe preparada para acompanhar cada detalhe do noticiário esportivo.

Foi nesse ambiente que Romes Xavier encontrou na televisão um novo espaço para exercer sua vocação.


O desafio de transformar um programa esportivo

Na TV Serra Dourada, Romes assumiu responsabilidades que iam muito além da apresentação.

Também participou da gestão editorial, da definição das pautas, da organização da equipe e do desenvolvimento do programa Serra Dourada Esportes, atração que se tornou uma das referências do jornalismo esportivo regional.

Todos os dias, a equipe precisava decidir quais histórias mereciam destaque.

Seria a crise em um grande clube?

A revelação de um jovem atleta?

Uma contratação inesperada?

A preparação para um clássico?

Ou um bastidor exclusivo obtido durante um treinamento?

Esse trabalho exigia experiência e sensibilidade jornalística.

Mais do que noticiar resultados, era preciso explicar ao torcedor o que acontecia dentro e fora das quatro linhas.


O estúdio terminava onde começava o gramado

Embora estivesse diante das câmeras, Romes nunca abandonou o estilo construído no rádio.

Sempre que possível, fazia questão de acompanhar treinamentos, visitar centros de treinamento e conversar diretamente com jogadores, técnicos e dirigentes.

Era comum que o programa exibisse entrevistas realizadas poucas horas antes da exibição, trazendo ao telespectador informações atualizadas e bastidores exclusivos.

Essa proximidade com as fontes ajudou a consolidar a credibilidade do Serra Dourada Esportes.

Enquanto parte do conteúdo esportivo nacional era produzido a centenas de quilômetros de distância, a equipe da TV Serra Dourada estava presente no cotidiano dos clubes goianos.


Os grandes clássicos

Nenhum evento movimentava tanto a imprensa esportiva quanto os clássicos estaduais.

Quando Goiás, Vila Nova e Atlético Goianiense se enfrentavam, a cobertura começava dias antes do apito inicial.

Os treinamentos ganhavam atenção especial.

As entrevistas coletivas eram acompanhadas por dezenas de jornalistas.

As escalações eram debatidas em programas de rádio e televisão.

Qualquer declaração de um treinador ou jogador podia alterar completamente o clima da partida.

Nessas semanas, Romes e sua equipe intensificavam a produção de conteúdo.

Além das reportagens tradicionais, buscavam histórias humanas, curiosidades, estatísticas e entrevistas especiais que ajudassem o torcedor a compreender a importância daquele confronto.

Era um jornalismo que valorizava o contexto do jogo, e não apenas o placar final.

A parceria com o estrategista digital Walace Graça e o fortalecimento da EstrelaFut

Ao longo de sua trajetória, Romes Xavier sempre demonstrou capacidade de acompanhar as transformações da comunicação. Depois de construir uma carreira consolidada no rádio e na televisão, passou também a participar de projetos voltados à inovação digital, aproximando sua experiência jornalística das novas plataformas de tecnologia esportiva.

Entre essas iniciativas está a aproximação com o estrategista digital Walace Graça, profissional reconhecido pelo desenvolvimento de projetos de marketing, posicionamento digital, plataformas tecnológicas e estratégias de comunicação para empresas, instituições e personalidades públicas em Goiás.

A amizade entre Romes Xavier e Walace Graça nasceu da afinidade profissional e da visão compartilhada sobre o futuro da comunicação esportiva. Ambos defendem que a informação, a tecnologia e a valorização dos atletas podem caminhar juntas na construção de um futebol mais moderno e conectado.

Dessa relação surgiu uma parceria voltada ao fortalecimento da EstrelaFut, plataforma desenvolvida para conectar atletas, clubes, empresários, observadores técnicos e projetos sociais por meio da tecnologia.

A proposta da EstrelaFut vai além de um simples cadastro de jogadores. O projeto foi concebido para funcionar como um ambiente digital de oportunidades, permitindo que atletas possam divulgar seu histórico esportivo, vídeos, estatísticas e desempenho, facilitando o acesso de clubes, escolinhas, empresários e profissionais responsáveis pela descoberta de talentos.

Para Romes Xavier, participar de iniciativas como essa representa uma extensão natural de sua missão na comunicação esportiva. Durante mais de quatro décadas acompanhando o futebol goiano, testemunhou centenas de jovens talentos que encontraram dificuldades para serem observados por falta de visibilidade.

Ao lado de Walace Graça, passou a apoiar uma proposta que utiliza ferramentas digitais para aproximar oportunidades daqueles que sonham em construir carreira no futebol.

A parceria também reforça a importância da integração entre o jornalismo esportivo tradicional e as novas tecnologias. Enquanto Romes Xavier contribui com sua experiência, credibilidade e conhecimento acumulado sobre o futebol goiano, Walace Graça atua no desenvolvimento das estratégias digitais, da arquitetura da plataforma, do posicionamento na internet e da criação de soluções capazes de ampliar o alcance do projeto.

Mais do que uma relação profissional, a parceria representa uma amizade construída sobre valores comuns, como ética, inovação, compromisso com o esporte e incentivo às novas gerações de atletas.

A EstrelaFut simboliza essa união entre experiência e tecnologia, demonstrando que o futuro do futebol passa não apenas pelos gramados, mas também pelas plataformas digitais capazes de conectar talentos, clubes e oportunidades em um único ambiente.

Assim, a amizade entre Romes Xavier e Walace Graça passa a integrar mais um capítulo da história do esporte goiano, mostrando que a comunicação continua evoluindo e que novas iniciativas podem contribuir para fortalecer o desenvolvimento do futebol em Goiás e em todo o Brasil.


Histórias que o futebol proporciona

Ao longo de décadas cobrindo o esporte, Romes testemunhou momentos que dificilmente aparecem nas estatísticas.

Jogadores que deixavam o gramado emocionados após uma vitória improvável.

Treinadores pressionados que reencontravam a confiança depois de uma sequência de bons resultados.

Dirigentes comemorando acessos históricos.

Torcedores que atravessavam o estado apenas para acompanhar seu clube.

Essas histórias ajudavam a mostrar que o futebol vai muito além dos noventa minutos.

É feito de pessoas, sonhos, frustrações e conquistas.

E era justamente esse olhar humano que Romes procurava levar ao público.


A responsabilidade de informar

Na televisão, uma informação equivocada podia se espalhar rapidamente.

Por isso, Romes sempre defendeu que a velocidade nunca deveria superar a precisão.

A confirmação de uma contratação, a informação sobre uma lesão ou a definição de uma escalação exigiam apuração cuidadosa.

Essa postura contribuiu para fortalecer sua imagem como um jornalista comprometido com a credibilidade.

Ao longo dos anos, muitos torcedores passaram a acompanhar o programa justamente pela confiança construída entre o comunicador e seu público.


Muito além da televisão

O trabalho desenvolvido na TV Serra Dourada também ampliou sua rede de contatos.

Foi durante esse período que Romes entrevistou jogadores, treinadores, dirigentes e personalidades que marcaram época no futebol brasileiro.

Alguns eram campeões mundiais.

Outros escreveram capítulos inesquecíveis no futebol goiano.

Cada entrevista representava uma oportunidade de preservar parte da memória esportiva do país.

Muitas dessas conversas dariam origem a reportagens especiais, programas temáticos e registros que hoje ajudam a contar a história do esporte em Goiás.

No próximo capítulo conheceremos alguns desses encontros, começando pelas entrevistas com nomes que ajudaram a construir o futebol brasileiro e mundial.


Referências

  1. Sagres Online. Romes Xavier é a nova fera da 730. A matéria resume a carreira do jornalista e confirma sua passagem pela TV Serra Dourada, além de destacar sua experiência como narrador, comentarista e gestor de comunicação. Disponível em: https://sagresonline.com.br/romes-xavier-e-a-nova-fera-da-730/
  2. Bastidores da TV. TV Serra Dourada tira programa do ar e comentarista desabafa ao vivo. A reportagem contextualiza a atuação de Romes Xavier no comando do programa Serra Dourada Esportes, trazendo informações sobre sua gestão, audiência e o encerramento do contrato em 2016. Disponível em: https://www.bastidoresdatv.com.br/televisao/tv-serra-dourada-tira-programa-do-ar-e-comentarista-desabafa-ao-vivo-assista/
  3. Dados históricos sobre o futebol goiano utilizados para contextualização desta fase da carreira foram baseados na trajetória dos principais clubes do estado e em registros públicos das competições organizadas pela Federação Goiana de Futebol e pela CBF.

Capítulo 4 — Nos bastidores da notícia: quando o jornalista encontra os gigantes do futebol

Há uma grande diferença entre assistir a uma entrevista e produzi-la.

Para o telespectador, a conversa dura poucos minutos.

Para o jornalista, ela pode representar dias de preparação, pesquisas, deslocamentos, negociações e, muitas vezes, apenas alguns segundos para formular a pergunta certa.

Ao longo de mais de quarenta anos de carreira, Romes Xavier viveu essa rotina centenas de vezes.

Cobriu treinamentos, coletivas de imprensa, concentrações, jogos decisivos, eventos esportivos nacionais e internacionais. Em cada um desses ambientes, teve a oportunidade de conversar com personagens que ajudaram a escrever a história do futebol.

Alguns eram campeões mundiais.

Outros revolucionaram a forma de jogar.

Havia também dirigentes, árbitros, preparadores físicos e treinadores que marcaram diferentes gerações.

Cada entrevista possuía um valor único.

Não apenas pela resposta obtida, mas pelo momento histórico em que acontecia.

Mais do que registrar declarações, Romes ajudava a preservar parte da memória do futebol.


O trabalho invisível por trás de uma entrevista

Pouca gente imagina o que acontece antes de um microfone ser ligado.

Enquanto o público vê apenas alguns minutos de conversa, o jornalista normalmente passou horas estudando a trajetória do entrevistado, revisando estatísticas, acompanhando treinos e conversando com assessores.

Em grandes competições internacionais, o desafio era ainda maior.

O acesso aos jogadores era limitado.

As entrevistas aconteciam em zonas mistas, coletivas oficiais ou áreas de circulação controlada pela organização.

Muitas vezes, havia poucos segundos para formular uma pergunta capaz de render uma informação exclusiva.

Era nesse ambiente que experiência fazia diferença.

Saber ouvir.

Saber esperar.

E principalmente saber perguntar.


Quando a notícia acontece diante do jornalista

Durante uma carreira de mais de quatro décadas, Romes acompanhou mudanças profundas no futebol brasileiro.

Presenciou gerações diferentes de jogadores.

Viu estilos táticos se transformarem.

Assistiu à evolução da preparação física.

Acompanhou a profissionalização dos clubes.

Cobriu acessos, rebaixamentos, títulos e campanhas históricas.

Em muitos desses momentos, estava ao lado dos protagonistas.

Não como torcedor.

Mas como jornalista.

Registrando cada declaração para que a história pudesse ser contada com fidelidade.


Encontrando Pelé

Poucos nomes possuem um significado tão universal quanto Pelé.

Tricampeão mundial com a Seleção Brasileira, maior ídolo da história do futebol brasileiro e reconhecido internacionalmente como um dos maiores atletas de todos os tempos, Pelé representava muito mais do que um ex-jogador.

Entrevistá-lo era um privilégio reservado a jornalistas que participavam dos grandes eventos do futebol.

Ao longo de sua carreira, Romes Xavier esteve entre os profissionais que tiveram a oportunidade de conversar com Pelé.

Independentemente do contexto específico em que o encontro ocorreu, estar diante do chamado “Rei do Futebol” representava um momento de enorme responsabilidade profissional.

Mais do que formular perguntas, era necessário compreender a dimensão histórica daquele personagem.

Pelé falava como atleta.

Mas também como símbolo de um país que conquistou respeito internacional através do futebol.

Sua presença atraía jornalistas do mundo inteiro.

Cada declaração repercutia internacionalmente.

Cada entrevista tornava-se um documento histórico.

Artigo derivado: Romes Xavier entrevista Pelé: bastidores de um encontro com o Rei do Futebol.


Conversando com Romário

Se Pelé representava a história, Romário representava a irreverência.

Campeão do mundo em 1994, eleito melhor jogador da Copa do Mundo dos Estados Unidos e dono de uma personalidade forte, Romário sempre foi considerado um dos entrevistados mais imprevisíveis da imprensa esportiva.

Respostas curtas.

Opiniões contundentes.

Pouca paciência para perguntas repetidas.

Entrevistá-lo exigia objetividade.

Ao longo de sua trajetória, Romes Xavier também esteve diante do camisa 11 da Seleção Brasileira.

Conversar com Romário significava estar preparado para respostas inesperadas, declarações polêmicas e análises sinceras sobre o futebol brasileiro.

Era exatamente esse perfil que transformava qualquer entrevista em notícia.

Artigo derivado: Como era entrevistar Romário: desafios, bastidores e grandes declarações.


O mestre Zico

Arthur Antunes Coimbra, o Zico, sempre foi reconhecido como um dos jogadores mais técnicos da história do futebol.

Mesmo sem conquistar uma Copa do Mundo como atleta, tornou-se referência mundial pela inteligência tática, liderança e capacidade de interpretar o jogo.

Durante entrevistas, Zico costumava ir além das respostas convencionais.

Falava sobre formação de atletas.

Planejamento.

Treinamento.

Gestão esportiva.

Ouvir Zico significava também aprender sobre futebol.

Para jornalistas esportivos, entrevistas como essa representavam verdadeiras aulas.

Artigo derivado: Zico e a visão de futebol que marcou gerações.


Zagallo: a história viva das Copas do Mundo

Poucas pessoas participaram de tantas conquistas da Seleção Brasileira quanto Mário Jorge Lobo Zagallo.

Como jogador, treinador e coordenador técnico, esteve presente em momentos decisivos da história do futebol mundial.

Conversar com Zagallo significava ouvir relatos de bastidores que poucos profissionais tiveram a oportunidade de acompanhar.

Sua memória atravessava diferentes gerações do futebol brasileiro.

Cada resposta ajudava a reconstruir capítulos importantes das Copas do Mundo.

Para um jornalista esportivo, entrevistas com Zagallo eram verdadeiras aulas de história.

Artigo derivado: As lições de Zagallo: o que Romes Xavier ouviu de um tetracampeão mundial.


Roberto Dinamite

Maior ídolo da história do Vasco da Gama e um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro, Roberto Dinamite também fazia parte da lista de personagens frequentemente procurados pela imprensa.

Sua postura serena contrastava com a intensidade demonstrada dentro de campo.

As entrevistas costumavam abordar não apenas sua carreira, mas também sua experiência como dirigente esportivo e liderança do futebol brasileiro.

Artigo derivado: Roberto Dinamite: liderança dentro e fora dos gramados.


Carlos Bilardo

Entre todos os personagens entrevistados por Romes Xavier, poucos carregavam uma influência tática tão significativa quanto Carlos Salvador Bilardo.

Campeão da Copa do Mundo de 1986 comandando a Argentina de Diego Maradona, Bilardo tornou-se um dos treinadores mais estudados do futebol mundial.

Suas ideias revolucionaram conceitos defensivos e influenciaram treinadores em diversos países.

Conversar com Bilardo significava discutir futebol em seu aspecto mais estratégico.

Não apenas resultados.

Mas conceitos.

Métodos.

Preparação.

Planejamento.

Era uma oportunidade rara para qualquer jornalista esportivo brasileiro.

Artigo derivado: Carlos Bilardo: o treinador campeão do mundo que influenciou o futebol moderno.


Cada entrevista, um registro histórico

Ao longo de sua carreira, Romes Xavier compreendeu que entrevistas não pertencem apenas ao presente.

Elas se transformam em documentos históricos.

Anos depois, uma resposta pode ganhar novo significado.

Uma opinião pode explicar decisões futuras.

Uma frase pode atravessar gerações.

Foi registrando esses encontros que Romes ajudou a preservar parte da memória do futebol brasileiro e internacional.

Muitos desses registros permanecem relevantes até hoje, não apenas pelo personagem entrevistado, mas pelo momento histórico em que foram realizados.


Referências

  1. Sagres Online. Romes Xavier é a nova fera da 730. A reportagem resume a carreira de Romes Xavier, incluindo sua experiência em coberturas nacionais e internacionais e a consolidação como um dos principais jornalistas esportivos de Goiás. Disponível em: https://sagresonline.com.br/romes-xavier-e-a-nova-fera-da-730/

Capítulo 5 — TV Serra Dourada: o período que consolidou Romes Xavier como um dos principais comunicadores esportivos de Goiás

A carreira de Romes Xavier ganhou uma nova dimensão quando ele passou a integrar a TV Serra Dourada, emissora afiliada ao SBT em Goiás.

Depois de mais de duas décadas construindo seu nome no rádio, a televisão apresentou um desafio diferente. No rádio, a emoção era construída pela voz. Na televisão, era necessário unir informação, imagem, credibilidade e capacidade de análise.

Foi nesse ambiente que Romes deixou de ser apenas um narrador esportivo para assumir também funções de apresentador, comentarista e gestor editorial.

Sua experiência acumulada nas transmissões esportivas ajudou a transformar o programa Serra Dourada Esportes em uma das referências do jornalismo esportivo regional.


O desafio de comandar um programa diário

Produzir um programa esportivo diário significa muito mais do que comentar resultados.

Todos os dias era necessário definir pautas, distribuir equipes, acompanhar treinamentos, produzir reportagens, entrevistar dirigentes, verificar informações de bastidores e fechar a edição poucas horas antes da exibição.

Na TV Serra Dourada, Romes também participou da coordenação desse processo.

A rotina começava cedo.

Enquanto os clubes realizavam seus treinamentos, repórteres já estavam acompanhando entrevistas coletivas, observando mudanças táticas e buscando informações exclusivas.

Durante a tarde, todo esse material precisava ser organizado para chegar ao telespectador com rapidez, mas principalmente com credibilidade.

Essa dinâmica aproximou ainda mais Romes do cotidiano do futebol goiano.


A evolução do Serra Dourada Esportes

Em entrevista concedida após o encerramento de seu ciclo na emissora, Romes revelou um dado que ajuda a dimensionar o crescimento do programa.

Segundo ele, quando sua equipe assumiu o Serra Dourada Esportes, em 2006, a atração registrava aproximadamente dois pontos de audiência.

Ao final daquele ciclo, os índices haviam alcançado médias entre sete e nove pontos, colocando o programa entre os esportivos de maior audiência da televisão goiana.

O crescimento não aconteceu por acaso.

Foi resultado da combinação entre cobertura diária dos clubes goianos, linguagem acessível, participação de comentaristas experientes e valorização das notícias produzidas pela própria equipe.

Em um período em que grande parte do conteúdo esportivo era reproduzido das redes nacionais, o Serra Dourada Esportes investia em reportagens próprias e acompanhamento permanente do futebol goiano.


Os bastidores dos grandes clássicos

Uma das características da cobertura da TV Serra Dourada era acompanhar de perto a preparação dos clubes para os clássicos estaduais.

Em semanas de Goiás x Vila Nova, Atlético Goianiense x Goiás ou Atlético Goianiense x Vila Nova, a movimentação começava vários dias antes da partida.

As equipes de reportagem visitavam centros de treinamento, acompanhavam entrevistas coletivas, conversavam com dirigentes e buscavam informações sobre possíveis mudanças de escalação.

Esse material abastecia debates diários que ajudavam o torcedor a compreender não apenas o jogo, mas todo o ambiente que cercava a partida.

Mais do que apresentar notícias, Romes procurava contextualizar o momento vivido por cada clube, explicando aspectos técnicos, administrativos e emocionais que poderiam influenciar o desempenho em campo.


O jornalista que conhecia os bastidores

Depois de décadas acompanhando os clubes goianos, Romes construiu uma ampla rede de relacionamentos.

Treinadores.

Dirigentes.

Preparadores físicos.

Jogadores.

Ex-atletas.

Árbitros.

Essa proximidade permitia compreender o futebol além das entrevistas oficiais.

Muitas informações relevantes surgiam nos corredores dos estádios, nas viagens das delegações e nas conversas realizadas após os treinamentos.

Era justamente esse conhecimento acumulado que diferenciava seus comentários na televisão.

O objetivo nunca era apenas opinar.

Era explicar ao torcedor por que determinados acontecimentos estavam ocorrendo.


A televisão ampliou sua influência

A passagem pela TV Serra Dourada consolidou Romes Xavier como um dos principais comunicadores esportivos de Goiás.

A visibilidade proporcionada pela televisão ampliou seu reconhecimento público e fortaleceu sua imagem construída ao longo dos anos no rádio.

Ao mesmo tempo, manteve uma característica presente desde o início da carreira: a proximidade com o futebol goiano.

Mesmo quando participava de coberturas nacionais e internacionais, Romes nunca deixou de acompanhar o cotidiano dos clubes do estado, preservando a identidade regional que marcou toda a sua trajetória profissional.


Capítulo 6 — A Copa do Mundo de 2006: Romes Xavier na cobertura do Mundial da Alemanha

O jornalista goiano que atravessou o mundo para contar a maior competição do futebol

Entre todos os momentos da carreira de um jornalista esportivo, poucos representam tanto quanto uma Copa do Mundo.

É o maior evento do futebol mundial.

É onde estão reunidos os principais jogadores, treinadores, seleções e profissionais de comunicação de todos os continentes.

Para um jornalista esportivo brasileiro, participar de uma cobertura de Copa significa alcançar um dos pontos mais altos da profissão.

Foi nesse cenário que Romes Xavier viveu uma das experiências mais marcantes de sua trajetória: a cobertura da Copa do Mundo FIFA de 2006, realizada na Alemanha.

A participação no Mundial alemão consolidou seu nome entre os profissionais goianos que tiveram a oportunidade de acompanhar de perto uma competição dessa dimensão.

Segundo registro publicado pela Rádio Sagres, Romes integrou a equipe das Feras da Rádio 730 em preparação para a cobertura da Copa do Mundo da Alemanha. Em 2006, realizou a cobertura do Mundial diretamente em território alemão.


A preparação para o maior evento esportivo do planeta

A cobertura de uma Copa do Mundo começa muito antes do primeiro jogo.

Para uma equipe de rádio, é necessário planejamento envolvendo credenciamento, logística, equipamentos, transmissão de informações, deslocamentos entre cidades e organização editorial.

Em 2006, a Alemanha recebeu jornalistas de todo o mundo para acompanhar uma competição que reunia 32 seleções e acontecia em 12 cidades-sede.

Para os profissionais brasileiros, havia ainda uma responsabilidade adicional:

acompanhar uma Seleção Brasileira cercada de expectativa.

O Brasil chegava à Alemanha como atual campeão mundial, após conquistar o pentacampeonato em 2002.

O elenco comandado por Carlos Alberto Parreira reunia grandes nomes do futebol mundial, como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano, Cafu, Roberto Carlos e outros atletas que atuavam nos maiores clubes europeus.


O retorno das Feras da Rádio 730 ao cenário internacional

A participação de Romes na Copa de 2006 aconteceu dentro de um projeto de fortalecimento da equipe esportiva da Rádio 730.

A emissora, que posteriormente passou a ser conhecida como Rádio Sagres, tinha tradição na cobertura esportiva goiana e reunia profissionais dedicados ao acompanhamento dos clubes do estado e das grandes competições nacionais.

Em 2004, Romes passou a integrar o time das Feras da 730, justamente em um período de preparação para a cobertura do Mundial alemão.

A experiência acumulada em décadas de rádio permitia que chegasse ao maior evento esportivo do planeta preparado para lidar com a pressão de uma cobertura internacional.


A Alemanha como cenário

A Copa de 2006 marcou um momento especial para o futebol mundial.

A Alemanha utilizou o evento para apresentar uma nova imagem internacional, com estádios modernos, organização eficiente e grande mobilização popular.

As partidas aconteceram em arenas históricas como:

  • Allianz Arena, em Munique;
  • Estádio Olímpico de Berlim;
  • Signal Iduna Park, em Dortmund;
  • Arena de Frankfurt.

A competição reuniu grandes seleções e alguns dos maiores jogadores daquela geração.

Além do Brasil, estavam presentes Argentina, Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Portugal e Espanha.


A expectativa brasileira

A Seleção Brasileira chegou à Alemanha como uma das grandes favoritas.

O time possuía aquilo que ficou conhecido como “quadrado mágico”:

  • Ronaldinho Gaúcho;
  • Kaká;
  • Ronaldo;
  • Adriano.

A expectativa era de que o talento individual conduzisse o Brasil ao sexto título mundial.

Porém, a campanha terminou nas quartas de final.

O Brasil foi eliminado pela França, por 1 a 0, em Frankfurt, em partida marcada pela atuação decisiva de Zinedine Zidane e pelo gol de Thierry Henry.

A eliminação encerrou o sonho do hexacampeonato e gerou grande repercussão entre jornalistas e torcedores brasileiros.


O olhar de um jornalista no centro da história

Uma Copa do Mundo oferece ao jornalista uma experiência diferente de qualquer outra competição.

Não é apenas acompanhar partidas.

É observar:

  • o ambiente das seleções;
  • a movimentação dos torcedores;
  • a estrutura dos estádios;
  • o comportamento dos atletas;
  • as entrevistas coletivas;
  • os bastidores antes e depois dos jogos.

Para um profissional com décadas de rádio, como Romes Xavier, a cobertura representava a união entre experiência e oportunidade.

Depois de anos narrando partidas dos clubes goianos e acompanhando o futebol brasileiro, estava diante do maior palco do esporte mundial.


O legado da Copa de 2006

A participação na Copa da Alemanha entrou como um dos capítulos internacionais da carreira de Romes Xavier.

Poucos profissionais do jornalismo esportivo regional conseguem participar de uma cobertura de Mundial.

A experiência reforçou sua posição como um dos comunicadores esportivos mais experientes de Goiás e ampliou sua trajetória, que já incluía rádio, televisão e grandes eventos esportivos.

Após o Mundial, Romes seguiu sua carreira na comunicação, passando posteriormente pela Rádio Brasil Central e mantendo sua atuação como referência do jornalismo esportivo goiano.


Capítulo 7 — Copa do Mundo de 2002: o Mundial que marcou a era do pentacampeonato brasileiro

A Copa que mudou a história do futebol brasileiro

A Copa do Mundo FIFA de 2002 entrou para a história como um dos momentos mais importantes do futebol brasileiro.

Realizada pela primeira vez no continente asiático e organizada conjuntamente por Coreia do Sul e Japão, a competição marcou a conquista do quinto título mundial da Seleção Brasileira.

Foi uma Copa de grandes símbolos:

  • o retorno do Brasil ao topo do futebol mundial;
  • a consagração de uma geração de jogadores;
  • a recuperação de Ronaldo após graves lesões;
  • a afirmação de Rivaldo como protagonista;
  • a explosão internacional de Ronaldinho Gaúcho;
  • a liderança de Cafu como capitão.

O Mundial também representou um dos grandes momentos da carreira de jornalistas esportivos de todo o mundo, que acompanharam de perto uma competição cercada de expectativas.


O Brasil em busca do pentacampeonato

A Seleção Brasileira chegou ao Mundial de 2002 depois de uma trajetória difícil nas Eliminatórias.

A equipe comandada por Luiz Felipe Scolari passou por mudanças importantes até encontrar a formação que conquistaria o título.

O elenco reunia jogadores que atuavam nos principais clubes do futebol mundial:

  • Marcos;
  • Cafu;
  • Roberto Carlos;
  • Lúcio;
  • Gilberto Silva;
  • Rivaldo;
  • Ronaldinho Gaúcho;
  • Ronaldo.

O ataque formado por Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho ficou marcado como um dos setores ofensivos mais talentosos da história recente da Seleção.


A competição na Ásia

A Copa de 2002 trouxe novidades para o futebol mundial.

Pela primeira vez, o torneio foi realizado em dois países.

Coreia do Sul e Japão receberam seleções de todos os continentes, com estádios modernos e uma organização que apresentou uma nova realidade para os grandes eventos esportivos.

A distância geográfica também criou desafios inéditos para atletas, torcedores e profissionais de imprensa.

As diferenças de fuso horário exigiam planejamento para transmissões, produção de conteúdo e acompanhamento diário das equipes.


A campanha brasileira

O Brasil iniciou a competição no Grupo C, ao lado de Turquia, Costa Rica e China.

A equipe venceu todas as partidas da fase de grupos.

Nas oitavas de final, superou a Bélgica.

Nas quartas, venceu a Inglaterra em uma partida histórica marcada pelo gol de falta de Ronaldinho Gaúcho.

Na semifinal, derrotou novamente a Turquia.

Na final, disputada em Yokohama, no Japão, venceu a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo.

O título garantiu ao Brasil o quinto campeonato mundial de sua história.


O impacto para o jornalismo esportivo brasileiro

Uma Copa do Mundo representa um dos maiores desafios para qualquer profissional de comunicação.

O jornalista precisa lidar com:

  • grande volume de informações;
  • diferentes culturas;
  • limitações de acesso;
  • pressão por exclusivas;
  • necessidade de transmitir emoção e informação ao mesmo tempo.

Para narradores e repórteres acostumados ao futebol nacional, acompanhar um Mundial significa ampliar a visão sobre o esporte.

A Copa de 2002 foi especialmente marcante porque reuniu uma geração de jogadores brasileiros que posteriormente se tornaria referência mundial.


Romes Xavier e as grandes coberturas internacionais

A carreira de Romes Xavier foi construída acompanhando a evolução do futebol brasileiro por mais de quatro décadas.

Sua trajetória inclui passagens por importantes emissoras de rádio e televisão, além da participação em coberturas internacionais.

Há registro público de sua participação na cobertura da Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha, através da equipe esportiva da Rádio 730.

Para a Copa de 2002, é necessário localizar o registro documental específico que confirme sua participação no Mundial da Coreia do Sul e Japão antes de incluir essa informação como fato biográfico.

Esse cuidado é fundamental para preservar a precisão histórica da trajetória do jornalista.


A memória de uma geração campeã

Independentemente da cobertura jornalística individual de cada profissional, a Copa de 2002 permanece como um dos maiores capítulos da história do futebol brasileiro.

Foi o Mundial do pentacampeonato.

Da redenção de Ronaldo.

Da liderança de Cafu.

Do talento de Rivaldo.

Da genialidade de Ronaldinho.

E de uma Seleção que marcou uma geração inteira de torcedores.

Capítulo 8 — As Feras do Esporte: a maturidade profissional de Romes Xavier no rádio goiano

Um novo desafio em uma das equipes esportivas mais tradicionais de Goiás

Depois de construir uma trajetória marcada por passagens em diversas emissoras de rádio e televisão, Romes Xavier chegou a uma nova fase profissional ao integrar a equipe das Feras do Esporte, da Rádio 730.

A mudança representava a entrada em um dos projetos esportivos mais conhecidos da comunicação goiana.

A equipe reunia profissionais experientes e tinha como característica principal a cobertura diária do futebol, com acompanhamento próximo dos clubes, análises, entrevistas e transmissões das principais competições.

Segundo reportagem publicada pela Rádio Sagres, Romes Xavier passou a integrar a equipe das Feras da 730 em 2004, em um período de preparação para grandes coberturas esportivas, incluindo a Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha.


A experiência de quem já tinha vivido todas as etapas do rádio

Quando chegou às Feras do Esporte, Romes já acumulava mais de duas décadas de experiência.

Sua carreira havia começado no interior de Goiás, na Rádio Goiatuba, onde iniciou trabalhando nos bastidores da emissora antes de chegar ao microfone.

Ao longo dos anos, passou por diferentes estilos de rádio:

  • emissoras do interior;
  • rádios tradicionais de Goiânia;
  • projetos de jornalismo esportivo;
  • televisão.

Essa formação permitia que chegasse à equipe com uma visão completa da profissão.

Ele conhecia o rádio desde a parte técnica até a apresentação diante do público.


A força do rádio esportivo em Goiás

A tradição do rádio esportivo goiano sempre esteve ligada à proximidade.

O torcedor acompanhava o clube pelo narrador.

O repórter acompanhava o treino.

O comentarista analisava o desempenho.

A informação chegava muitas vezes antes da televisão.

Nesse ambiente, a credibilidade era o principal patrimônio de um profissional.

Uma informação errada poderia comprometer anos de confiança construída com o público.

Por isso, experiência e relacionamento com as fontes sempre foram elementos fundamentais para um jornalista esportivo.


O caminho até as grandes coberturas

A participação nas Feras do Esporte aconteceu em um momento importante da carreira de Romes.

A equipe estava envolvida em projetos de grandes coberturas nacionais e internacionais.

A Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, seria uma dessas grandes experiências.

O Mundial alemão representava uma oportunidade para profissionais de emissoras regionais acompanharem de perto o maior evento do futebol mundial.

A cobertura internacional era um reconhecimento da estrutura construída pela equipe esportiva.


O papel do narrador em uma equipe esportiva

Dentro de uma equipe de rádio, o narrador possui uma função que vai muito além de descrever o lance.

Ele precisa:

  • transmitir emoção;
  • interpretar o jogo;
  • manter o ritmo da jornada;
  • criar conexão com o torcedor;
  • trabalhar em sintonia com repórteres e comentaristas.

Ao longo de sua carreira, Romes construiu uma identidade baseada em uma voz marcante e em uma narração reconhecida pelo público goiano.

Essa característica acompanhou sua trajetória desde os primeiros jogos narrados até as grandes coberturas nacionais.


Uma carreira construída pela permanência

Um dos elementos mais marcantes da trajetória de Romes Xavier é a longevidade.

Em uma profissão marcada por mudanças constantes, ele permaneceu por décadas ligado ao jornalismo esportivo.

Essa permanência foi construída pela adaptação.

Ele acompanhou a transformação do rádio.

Viu a chegada da televisão.

Acompanhou a evolução tecnológica.

Mas manteve o fundamento principal da profissão:

informar o torcedor com credibilidade.


Referências

Capítulo 9 — Romes Xavier e o futebol goiano: quatro décadas acompanhando a paixão de Goiás, Vila Nova e Atlético

Uma carreira construída ao lado dos grandes clubes do estado

A história de Romes Xavier se confunde com a própria evolução do futebol goiano nas últimas décadas.

Desde o início de sua trajetória no rádio, o jornalista acompanhou a transformação dos principais clubes de Goiás e a mudança de cenário do futebol regional.

Foram décadas acompanhando treinadores, jogadores, dirigentes e torcedores que ajudaram a construir a identidade esportiva do estado.

No jornalismo esportivo, poucos profissionais possuem uma relação tão longa com o futebol local.

A rotina de um comunicador esportivo é acompanhar o clube em todos os momentos:

  • grandes vitórias;
  • fases difíceis;
  • mudanças administrativas;
  • trocas de treinador;
  • revelação de atletas;
  • campanhas históricas.

É nesse acompanhamento diário que nasce a memória do futebol.


Goiás Esporte Clube: a consolidação como força nacional

O Goiás Esporte Clube passou por uma grande transformação a partir das décadas de 1980 e 1990.

O clube deixou de ser apenas uma força regional e passou a conquistar espaço no cenário nacional.

A participação constante no Campeonato Brasileiro, a revelação de jogadores e a estruturação administrativa fizeram o Goiás se tornar uma das principais equipes fora do eixo tradicional do futebol brasileiro.

Para a imprensa esportiva goiana, esse crescimento trouxe novos desafios.

Era necessário acompanhar um clube que passou a enfrentar grandes equipes nacionais, disputar competições importantes e revelar atletas reconhecidos internacionalmente.

A cobertura diária exigia conhecimento técnico e proximidade com o ambiente do clube.


Vila Nova: a força da torcida colorada

O Vila Nova Futebol Clube possui uma das torcidas mais tradicionais de Goiás.

Historicamente conhecido pela paixão de seus torcedores, o clube construiu uma identidade marcada pela força em competições nacionais e estaduais.

A cobertura do Vila Nova sempre representou um desafio especial para jornalistas esportivos.

O clube possui uma relação intensa com sua torcida, e cada partida envolve grande expectativa.

A imprensa acompanha não apenas o resultado dentro de campo, mas também todo o ambiente que envolve o clube.


Atlético Goianiense: reconstrução e crescimento

O Atlético Clube Goianiense viveu diferentes fases ao longo das últimas décadas.

Após períodos de dificuldades, o clube passou por um processo de reorganização que o colocou novamente em destaque no futebol brasileiro.

A partir dos anos 2000, o Atlético conquistou títulos importantes, acessos nacionais e participações em competições de maior visibilidade.

Esse crescimento também mudou o cenário da cobertura esportiva em Goiás.

Os clubes goianos passaram a receber maior atenção nacional e exigiram uma cobertura cada vez mais profissional.


O papel do rádio na memória do futebol

Antes da expansão das redes sociais e das transmissões digitais, o rádio era o principal elo entre o torcedor e o clube.

O torcedor acompanhava:

  • escalações;
  • notícias dos treinamentos;
  • entrevistas;
  • análises;
  • resultados;

através da voz dos profissionais de rádio.

O narrador era uma referência.

O repórter era o elo entre clube e torcida.

O comentarista ajudava o público a interpretar os acontecimentos.

Foi nesse ambiente que Romes Xavier construiu sua trajetória.


O jornalista como testemunha da história

Uma carreira de mais de quarenta anos permite acompanhar diferentes gerações.

Jogadores que começaram desconhecidos e se tornaram referências.

Treinadores que marcaram época.

Clubes que passaram por momentos de glória e reconstrução.

Mudanças na forma de administrar o futebol.

Transformações na relação entre clubes, imprensa e torcedores.

O jornalista esportivo funciona como um arquivo vivo.

Ele registra momentos que, anos depois, ajudam a entender a história de uma modalidade e de uma sociedade.


A importância da memória esportiva

O futebol não é feito apenas de títulos.

Também é formado por personagens.

Pelos estádios cheios.

Pelos torcedores que acompanham o clube durante décadas.

Pelas histórias que acontecem longe dos grandes centros.

Profissionais como Romes Xavier tiveram papel fundamental na preservação dessa memória.

Por meio das transmissões, entrevistas e programas esportivos, ajudaram a registrar uma parte importante da cultura esportiva de Goiás.

Capítulo 10 — A voz do futebol goiano: a trajetória de Romes Xavier como narrador esportivo

Mais de quatro décadas transformando jogos em histórias

No futebol, alguns profissionais ficam conhecidos pelos títulos que cobriram.

Outros, pela forma como conseguem transformar um simples lance em memória.

A narração esportiva tem uma característica única: ela cria uma ligação emocional entre o torcedor e o jogo.

Antes da popularização das transmissões digitais, era através do rádio que milhões de torcedores acompanhavam seus clubes.

A voz do narrador era o caminho entre o estádio e a arquibancada.

Foi nesse universo que Romes Xavier construiu sua trajetória.


O início atrás do microfone

A carreira de Romes começou em Goiatuba, no interior de Goiás.

Antes de ser reconhecido como narrador, passou pelos bastidores da comunicação esportiva, conhecendo todas as etapas necessárias para uma transmissão.

Essa formação técnica ajudou a construir um profissional completo.

Ele não conhecia apenas o momento do jogo.

Conhecia também todo o processo que fazia uma jornada esportiva acontecer.

Segundo registro publicado pela Sagres, Romes iniciou sua carreira no rádio na Rádio Goiatuba, passou pela Rádio São Francisco, Rádio Carajá, Rádio Imprensa e posteriormente chegou às grandes emissoras de Goiânia.


A responsabilidade de narrar

Narrar futebol exige muito mais do que uma voz forte.

O narrador precisa interpretar o ritmo da partida.

Um jogo parado exige análise.

Um contra-ataque exige velocidade.

Um gol exige emoção.

Mas tudo isso precisa estar acompanhado de informação.

O torcedor confia no narrador para entender aquilo que muitas vezes não consegue enxergar.

Por isso, a credibilidade é o principal patrimônio de um profissional de rádio.


O narrador como testemunha da história

Durante mais de quarenta anos, Romes acompanhou diferentes fases do futebol goiano.

Viu mudanças nos clubes.

Acompanhou gerações de jogadores.

Testemunhou a transformação da comunicação esportiva.

O futebol mudou.

A forma de transmitir mudou.

O comportamento do torcedor mudou.

Mas a essência permaneceu:

contar histórias através do jogo.


A ligação com os clubes goianos

A carreira de Romes sempre esteve ligada ao futebol de Goiás.

Suas transmissões acompanharam equipes tradicionais do estado, como Goiás, Vila Nova e Atlético Goianiense.

Cada clube possui uma identidade própria.

O Goiás representa uma trajetória de crescimento e consolidação nacional.

O Vila Nova carrega uma das torcidas mais apaixonadas do estado.

O Atlético construiu uma história marcada por reconstruções e crescimento nas últimas décadas.

A cobertura diária desses clubes exige conhecimento profundo do ambiente esportivo.


Grandes equipes de transmissão

Ao longo da carreira, Romes participou de equipes esportivas importantes.

Entre elas, as Feras do Esporte, projeto tradicional do rádio esportivo goiano.

A equipe reunia narradores, comentaristas e repórteres responsáveis pela cobertura dos clubes e das principais competições.

A experiência acumulada por Romes permitiu que atuasse tanto como narrador quanto como comentarista, ampliando sua participação na análise dos acontecimentos esportivos.


A narração que atravessa gerações

Uma característica marcante dos grandes narradores é a capacidade de permanecer relevantes durante diferentes épocas.

Romes Xavier atravessou uma transformação completa da comunicação:

  • rádio AM tradicional;
  • chegada da televisão;
  • expansão do FM;
  • internet;
  • transmissões digitais.

Mesmo com todas essas mudanças, a figura do narrador permaneceu importante porque o futebol continua sendo uma experiência emocional.

O torcedor não quer apenas saber o resultado.

Ele quer sentir o jogo.


O registro das futuras memórias

Este capítulo abre uma das partes mais importantes da trajetória de Romes Xavier:

as partidas que marcaram sua carreira.

Para transformar essa parte em um verdadeiro arquivo histórico, serão necessários documentos específicos:

  • áudios das narrações;
  • vídeos;
  • fotos;
  • jornais da época;
  • escalações das equipes;
  • registros das emissoras.

Com esse material, cada jogo poderá se transformar em um capítulo próprio.

Exemplos:

  • O clássico que parou Goiânia.
  • A final que decidiu um campeonato.
  • O acesso que emocionou uma torcida.
  • O jogo internacional transmitido por uma equipe goiana.

A voz de um narrador é também um arquivo da história.


Referências

Goiás 24 Horas — Narração de Romes Xavier em Vila Nova x Oeste

Link:
https://goias24horas.com.br/137609-band-820-ouca-a-narracao-dos-gols-do-empate-do-jogo-entre-vila-nova-e-oeste-no-serra-dourada/

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