Política

Coronel Urzêda aciona Ministério Público para garantir continuidade de tratamentos de crianças com autismo em Goiânia

Vereador solicitou apuração sobre descredenciamento de clínicas e alertou para risco de interrupção terapêutica que pode afetar crianças atendidas pela Unimed

Presidente da Comissão de Direitos do Consumidor da Câmara de Goiânia, o vereador Coronel Urzêda (PL) protocolou junto ao Ministério Público do Estado de Goiás, nesta sexta-feira (12), notícia de fato com pedido de apuração sobre o descredenciamento de clínicas especializadas no atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) vinculadas à rede da Unimed Goiânia.

A manifestação solicita atuação urgente do Ministério Público para verificar os impactos da medida sobre consumidores e para assegurar que nenhuma criança tenha seu tratamento comprometido, interrompido ou descontinuado sem garantia efetiva de continuidade assistencial.

Segundo o documento, a preocupação não está apenas na alteração da rede credenciada, mas principalmente no efeito concreto que mudanças abruptas podem causar na vida de crianças que dependem de acompanhamento terapêutico contínuo e construído ao longo dos anos.

Ao comentar o caso, Coronel Urzêda destacou que a situação exige sensibilidade, responsabilidade e prioridade absoluta na proteção da infância.

“Quem convive com criança autista sabe que tratamento não é agenda de consulta. Existe vínculo, adaptação, confiança e um processo construído dia após dia. Muitas dessas crianças passaram meses ou anos até conseguir aceitar aquele ambiente, aquele terapeuta, aquele psicólogo, aquela equipe. Não se substitui isso de uma hora para outra como se fosse trocar um fornecedor comum”, afirmou.

A notícia de fato destaca que centenas de famílias organizam integralmente suas rotinas em torno dos atendimentos especializados – conciliando trabalho, deslocamento, escola e acompanhamento constante para garantir evolução terapêutica.

Para Coronel Urzêda, qualquer alteração precisa observar não apenas critérios administrativos, mas principalmente o impacto humano e clínico sobre os pacientes.

“Essas famílias não estão defendendo comodidade. Estão defendendo continuidade de desenvolvimento. São crianças que conquistaram avanços na comunicação, autonomia, interação social e qualidade de vida depois de anos de esforço. Interromper vínculos terapêuticos sem planejamento pode significar colocar em risco conquistas construídas com muito sacrifício”, declarou.

No documento encaminhado ao Ministério Público, o parlamentar requer que a operadora apresente informações detalhadas sobre os descredenciamentos, demonstre a capacidade operacional da rede substituta, esclareça como ocorreu a comunicação aos beneficiários e apresente eventual plano de transição para preservar os tratamentos em andamento.

Também foi solicitado que sejam ouvidas famílias afetadas, representantes das clínicas e entidades ligadas à defesa das pessoas com deficiência.

Coronel Urzêda reforçou que o objetivo da iniciativa não é criar insegurança, mas garantir transparência e proteção às crianças.

“Não estamos discutindo apenas números ou contratos. Estamos falando de crianças em fase de desenvolvimento, quando cada semana de acompanhamento faz diferença. O papel do poder público é agir antes que o dano aconteça. Como Presidente da Comissão de Direitos do Consumidor, não vou me omitir diante do apelo de pais e mães que pedem apenas uma coisa: que seus filhos possam continuar sendo cuidados com estabilidade, dignidade e respeito.”

Ao concluir, o vereador afirmou que seguirá acompanhando o caso e cobrando providências para que nenhuma família fique desassistida.

“Quando uma mãe diz que teme perder anos de evolução do filho, isso precisa ser levado a sério. Nosso compromisso é com essas famílias e com o direito dessas crianças de continuarem recebendo o atendimento que necessitam para se desenvolver.”

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